Saci e Rotary Clube de Itanhaém entregam alimentos na aldeia Porungawa Dju


A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) e o Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto realizaram mais uma entrega de doações na última quarta-feira (26), na aldeia Awa Porungawa Dju, na Terra Indígena Piaçaguera, localizada na divisa entre Itanhaém e Peruíbe. Desta vez foram doados 700 quilos de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal à comunidade indígena.

O cacique Arildo dos Santos agradeceu a todos e destacou a importância da doação nesse período de dificuldades financeiras, devido à pandemia da Covid-19.

Um grupo de jovens e mulheres da aldeia tocou e cantou canções em tupi guarani, para agradecer as doações. O pajé Guaíra, líder espiritual da aldeia, também acompanhou a apresentação.

O presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, afirmou que é fundamental a colaboração de todos para as famílias indígenas, principalmente nesta época de pandemia. Ele lembrou ainda que uma das prioridades da aldeia é a instalação de uma caixa d´água para fornecer água potável, e é importante a ajuda de colaboradores e amigos.

A presidente do Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto, Katia Doenz, afirma que foram doados 700 quilos de alimentos, além de produtos de limpeza e de higiene, arrecadados por meio de parceria com uma rede de hipermercado no município.

A entidade já doou mais de dez toneladas de alimentos na pandemia às famílias de baixa renda e aos indígenas da região. “Essa oportunidade de ajudar a aldeia é espetacular, pois os indígenas são os primeiros habitantes do País. Temos muito a aprender com eles, como o respeito à terra e ao meio ambiente”.

Também foram doados dois filtros de cerâmica para a comunidade indígena, para que eles possam ter água potável. Os filtros foram captados pelo Rotary junto aos empresários do município.

Segundo Kátia, a campanha de arrecadação de alimentos do Rotary continua nesse período. Interessados em colaborar podem entrar em contato via e-mail katiadoenz@gmail.com

Sem água

O cacique Arildo afirma que a aldeia não conta com a água fornecida pela Sabesp. Eles utilizam a água que vem de outra fonte distante e a vazão é muito fraca.

“Para fazer a ligação com a rede da Sabesp, o valor do investimento é de R$ 30 mil e não temos condições de arcar com esse custo”, ressalta o cacique.

Conforme o projeto, a água deve sair por meio de um poço artesiano e será levada à caixa para abastecer as casas na aldeia. O custo para a obra está estimado em R$ 2 mil e a comunidade conta com a ajuda de colaboradores.

Vivência  

O cacique Arildo explica ainda que as famílias estão sem renda, já que eles não têm saído da aldeia para vender o artesanato devido à pandemia. Na aldeia Porungawa também não é possível cultivar hortaliças ou legumes, já que a terra não boa para o plantio.

 “Hoje não permitimos a visita de grupos de turistas como era antes, para participar dos cursos de fitoterapia, magia das plantas e ervas, além das vivências que atraem pessoas de outras cidades”.

Para o mês de setembro está prevista a retomada das atividades com o curso “Sobrevivência nas matas com técnicas indígenas”, durante dois dias. O objetivo é mostrar aos participantes como é a vida e os costumes dos indígenas na mata.

“Vamos adotar todas as precauções necessárias e receber até, no máximo, 12 pessoas, usando o medidor de temperatura, as máscaras e o álcool em gel”, esclarece o cacique Arildo.

Atualmente vivem na aldeia Porungawa 18 famílias, sendo 22 adultos, três idosos e 20 crianças, num total de cerca de 50 pessoas.

Acompanharam a entrega dos alimentos os integrantes da Saci Ricardo Henrique da Silva, Roseli Fernandes, Mateus Macedo Nunes, Joana Scholtes e Nayara Martins e do Rotary Club Itanhaém Ariadina Silva, Kátia Doenz (que também representou a Saci), Luciana Dara e Maria Ivankio.

 

 

Texto e fotos: Nayara Martins

Updated: 30/08/2020 — 2:27 pm

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