Doações de mudas de ipê amarelo e palmito são feitas à aldeia Porungawa

Contribuir para o reflorestamento da aldeia, incentivar a cultura de subsistência e ainda gerar renda. Esse é o objetivo da doação de 300 sementes de ipê amarelo e de 100 sementes de palmito juçara feita à comunidade indígena Porungawa Dju, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe.

As doações foram feitas pela advogada Vera Regina Molinari Ferraresi, de Sorocaba, em parceria com o Rotary Clube de Itanhaém Benedito Calixto.

O cacique Arildo dos Santos agradece as doações e afirma que elas são importantes para contribuir com o reflorestamento da aldeia Porungawa. Além de colaborar para o replantio no Brasil, em virtude do enorme desmatamento e queimadas ocorridos na floresta da Amazônia.

“Nossa ideia é plantar um corredor de ipê amarelo, espécie que, para nós, é uma árvore sagrada”, destaca o cacique. O palmito juçara, que está em extinção, também pode ser vendido ao comércio local, gerando renda às famílias indígenas. As crianças indígenas estão colaborando para o plantio das sementes.

A advogada Vera Ferraresi, responsável pela doação das sementes, explica que o objetivo é recuperar a área da aldeia com o plantio de mudas de ipê, o que contribui para melhorar o clima. Já as mudas do palmito juçara vão incentivar a cultura de subsistência da aldeia.

“Tanto o ipê amarelo como o palmito juçara podem ser comercializados e gerar renda à comunidade. As mudas serão divididas entre as famílias e cada uma vai cuidar do seu cultivo”, explica. Segundo Vera, as mudas do ipê devem crescer num prazo de dois anos.

A advogada trabalha, de forma voluntária, para as causas indígenas do litoral sul e também da etnia Caiapó, no Pará.

Para a presidente do Rotary Clube de Itanhaém Benedito Calixto, Katia Doenz, as mudas vão ajudar na subsistência das famílias indígenas.

“Acredito que o corredor de ipês vai incentivar o turismo étnico e ambiental, atraindo mais visitantes à aldeia”, destaca. O Rotary realizou a doação de vários sacos de terra adubada para o plantio das mudas, já que a terra indígena da aldeia não é boa para o plantio de nenhuma espécie.

Biblioteca – Mais uma doação de 100 livros também foi realizada, em janeiro, para montar uma biblioteca na aldeia, já que não havia livros na escola da comunidade. Os títulos didáticos e infanto-juvenis foram doados pelo Rotary Club Benedito Calixto e pela Escola 22 de Abril, de Itanhaém.

A comunidade da aldeia Porungawa conta com cerca de 20 famílias, sendo 22 adultos, três idosos, e 20 crianças.

Segundo o cacique Arildo, todos os indígenas na aldeia já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, na última sexta-feira, 29.

 

Texto e fotos – Nayara Martins

Updated: 02/02/2021 — 12:05 am

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