Categoria: SACI

Saci e Rotary doam material para construção de caixa d´água e poço artesiano na aldeia Porungawa Dju

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (SACI) e do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto entregaram, na última quarta-feira, 30 de setembro, a doação de materiais para a construção de uma caixa d´água e de um poço artesiano na aldeia indígena Awa Porungawa Djú, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe.

Foram entregues os seguintes materiais: 1 metro de pedra; 1 metro de areia; 2 sacos de cimento; 4 barras de cano; lixa, cola, registro e conecções.

Conforme o presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, o material é de extrema necessidade, em virtude da situação de falta de água potável pela qual passa a comunidade indígena.

Todo o material foi adquirido por meio de arrecadação da SACI com a doação de R$ 400,00, do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto com R$ 100,00 e da Empresa de Terraplanagem Engemark de Itanhaém com R$ 100,00.

O cacique Arildo dos Santos agradeceu mais uma vez à SACI e ao Rotary, pela ajuda nesse momento de necessidade. Afirmou que pretende iniciar os trabalhos para construir o poço artesiano e a caixa d´água o mais rápido possível.

Também foi entregue ao pajé Guaíra, o líder espiritual da aldeia, um cachimbo de madeira, com entalhe feito a mão de um cocar e um indígena. O trabalho artesanal do entalhe em madeira foi feito pelo presidente da SACI, Ricardo Henrique da Silva.

O pajé Guaíra ficou muito feliz ao receber o cachimbo com o entalhe e agradeceu pelo presente. Ele garantiu ainda que o cachimbo vai ser de uso exclusivo dele.

“Esse objeto representa o início de um projeto com oficinas de entalhe em madeira que será oferecido aos indígenas, a ser implantando, em breve, na comunidade indígena Porungawa”, explicou o presidente da Saci.

Integrantes do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto também estiveram presentes e doaram várias caixas de bolachas, para ajudar com a alimentação dos indígenas, nessa época de pandemia da covid-19.

Atualmente vivem na aldeia Porungawa 18 famílias, sendo 22 adultos, três idosos e 20 crianças, num total de cerca de 50 pessoas.

Texto: Nayara Martins

Fotos: Roseli Fernandes

Saci e Rotary Clube de Itanhaém entregam alimentos na aldeia Porungawa Dju


A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) e o Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto realizaram mais uma entrega de doações na última quarta-feira (26), na aldeia Awa Porungawa Dju, na Terra Indígena Piaçaguera, localizada na divisa entre Itanhaém e Peruíbe. Desta vez foram doados 700 quilos de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal à comunidade indígena.

O cacique Arildo dos Santos agradeceu a todos e destacou a importância da doação nesse período de dificuldades financeiras, devido à pandemia da Covid-19.

Um grupo de jovens e mulheres da aldeia tocou e cantou canções em tupi guarani, para agradecer as doações. O pajé Guaíra, líder espiritual da aldeia, também acompanhou a apresentação.

O presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, afirmou que é fundamental a colaboração de todos para as famílias indígenas, principalmente nesta época de pandemia. Ele lembrou ainda que uma das prioridades da aldeia é a instalação de uma caixa d´água para fornecer água potável, e é importante a ajuda de colaboradores e amigos.

A presidente do Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto, Katia Doenz, afirma que foram doados 700 quilos de alimentos, além de produtos de limpeza e de higiene, arrecadados por meio de parceria com uma rede de hipermercado no município.

A entidade já doou mais de dez toneladas de alimentos na pandemia às famílias de baixa renda e aos indígenas da região. “Essa oportunidade de ajudar a aldeia é espetacular, pois os indígenas são os primeiros habitantes do País. Temos muito a aprender com eles, como o respeito à terra e ao meio ambiente”.

Também foram doados dois filtros de cerâmica para a comunidade indígena, para que eles possam ter água potável. Os filtros foram captados pelo Rotary junto aos empresários do município.

Segundo Kátia, a campanha de arrecadação de alimentos do Rotary continua nesse período. Interessados em colaborar podem entrar em contato via e-mail katiadoenz@gmail.com

Sem água

O cacique Arildo afirma que a aldeia não conta com a água fornecida pela Sabesp. Eles utilizam a água que vem de outra fonte distante e a vazão é muito fraca.

“Para fazer a ligação com a rede da Sabesp, o valor do investimento é de R$ 30 mil e não temos condições de arcar com esse custo”, ressalta o cacique.

Conforme o projeto, a água deve sair por meio de um poço artesiano e será levada à caixa para abastecer as casas na aldeia. O custo para a obra está estimado em R$ 2 mil e a comunidade conta com a ajuda de colaboradores.

Vivência  

O cacique Arildo explica ainda que as famílias estão sem renda, já que eles não têm saído da aldeia para vender o artesanato devido à pandemia. Na aldeia Porungawa também não é possível cultivar hortaliças ou legumes, já que a terra não boa para o plantio.

 “Hoje não permitimos a visita de grupos de turistas como era antes, para participar dos cursos de fitoterapia, magia das plantas e ervas, além das vivências que atraem pessoas de outras cidades”.

Para o mês de setembro está prevista a retomada das atividades com o curso “Sobrevivência nas matas com técnicas indígenas”, durante dois dias. O objetivo é mostrar aos participantes como é a vida e os costumes dos indígenas na mata.

“Vamos adotar todas as precauções necessárias e receber até, no máximo, 12 pessoas, usando o medidor de temperatura, as máscaras e o álcool em gel”, esclarece o cacique Arildo.

Atualmente vivem na aldeia Porungawa 18 famílias, sendo 22 adultos, três idosos e 20 crianças, num total de cerca de 50 pessoas.

Acompanharam a entrega dos alimentos os integrantes da Saci Ricardo Henrique da Silva, Roseli Fernandes, Mateus Macedo Nunes, Joana Scholtes e Nayara Martins e do Rotary Club Itanhaém Ariadina Silva, Kátia Doenz (que também representou a Saci), Luciana Dara e Maria Ivankio.

 

 

Texto e fotos: Nayara Martins

Saci e Rotary entregam cestas básicas às comunidades indígenas em Mongaguá e Itanhaém

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) e o Rotary Club de Itanhaém “Benedito Calixto” realizaram a entrega de cestas básicas e de produtos de limpeza e de higiene, na última sexta-feira (19), nas comunidades indígenas Cerro Corá, na zona rural em Mongaguá; na aldeia Tangará, no bairro Parque Evelyn; e na Nhamandú Ouá, no bairro Jardim Anchieta, ambas localizadas em Itanhaém.

No total foram doadas às comunidades indígenas duas toneladas de alimentos e produtos de higiene e limpeza.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva explica que essa ação, realizada em parceria com o Rotary Club “Benedito Calixto”, tem o objetivo de amenizar o sofrimento das comunidades indígenas nessa época da pandemia da Covid-19.

“Nossa intenção é colaborar com os indígenas que estão passando por momentos difíceis nesse período, com a distribuição de cestas básicas, de produtos de higiene e de limpeza”, destacou o presidente.

A aldeia Cerro Corá, localizada a 10 quilômetros da porteira da Fazenda Rondônia, na zona rural de Mongaguá, conta com 21 famílias. Nessa comunidade foram doados ainda dois sacos de roupas para as famílias.

Já a aldeia Tangará, localizada no Parque Evelyn, em Itanhaém, possui 17 famílias. E na aldeia Nhamandú Ouá são nove famílias, no Jardim Anchieta. Trata-se de uma comunidade nova e de apenas três anos de existência, também localizada em Itanhaém.

As entregas foram acompanhadas por Ariadina Silva (presidente do Rotary), Kátia Doenz (vice-presidente do Rotary e da diretoria da Saci) e por Ricardo Henrique da Silva, Roseli Fernandes, e Mateus Macedo Nunes, da diretoria da Saci, além das colaboradoras Simone Leoneli e Maiara que também ajudaram nas entregas.

Essa já é a terceira vez que é feita a doação de alimentos e produtos de limpeza em parceria entre a Saci e o Rotary. Nos meses de abril e maio também foram doadas cestas básicas nas aldeias de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe.

 

Texto: Nayara Martins

Fotos: Kátia Doenz e Roseli Fernandes

“Dia da Solidariedade” arrecada mais de 2 toneladas de alimentos para entidades de Itanhaém

Praticar a solidariedade e ajudar quem precisa. Este foi o objetivo do “Dia da Solidariedade”, campanha de arrecadação de alimentos realizada pelo Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto, no último sábado, dia 7, que beneficiou seis entidades do município. Umas delas foi a Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci).

No total foram arrecadados 2.311 quilos de alimentos divididos entre as seis entidades, sendo 385 quilos destinados à Saci e aos indígenas.

A campanha, que aconteceu das 8 às 20h, no Extra Belas Artes, contou com diversas atrações, entre elas, a visita do Papai Noel, música ao vivo, sorteios de brindes e, ainda, a apresentação do canto e da dança dos indígenas de cinco aldeias que estão na sede da Funai, em Itanhaém.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva afirma “a doação de alimentos aos indígenas foi muito importante, especialmente neste período, em que eles estão em defesa dos direitos e na luta pela demarcação das terras indígenas, na Funai em Itanhaém”.

Após o término da campanha, por volta das 22 horas, foi feita a entrega de 385 quilos de alimentos aos indígenas, na sede da Funai. Participaram da entrega, o presidente da Saci Ricardo Henrique, Kátia Doenz, do Rotary e o gerente do Extra Belas Artes, Ney Santos.

Além da Saci, as demais entidades do município beneficiadas com a doção de alimentos foram o Fundo Social de Solidariedade, Grupo Vida Loty, Lar dos Franciscanos, Clínica da Alma e União Caiçara.

 

Texto – Nayara Martins

Fotos –  Nayara Martins, Roseli Fernandes e Kátia Doenz

Indígenas saem em passeata pela defesa dos direitos em Itanhaém

Indígenas acampados na sede da Funai, em Itanhaém, saíram em passeata na tarde desta quinta-feira, 5, em direção ao Centro. Com faixas “Retomada não é invasão! Demarcação já! Os povos indígenas exigem respeito aos seus direitos constitucionais” e “Existimos, resistimos e persistimos” eles deram o recado à população.

O objetivo é informar a população da cidade sobre a ocupação dos indígenas na sede da Funai contra a exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter. E também pela garantia do direito às demarcações das terras indígenas.

Hoje já são 280 indígenas que estão ocupando a sede da Funai, de toda a região da Baixada Santista e litoral sul, e do Vale do Ribeira.

A líder Catarina Delfina dos Santos, da aldeia Tapirema, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe, afirma que eles já estão há cerca de dez dias na Funai, mas ainda não tiveram uma resposta da presidência do orgão às reivindicações.

“Estamos reivindicando os nossos direitos e o governo não está respeitando as leis. A presidência da Funai exonerou o coordenador regional Cristiano Hutter, da Funai, sem ao menos nos comunicar”, salientou.

Segundo ela, eles foram informados que quem irá ocupar o lugar de Hutter será um militar, nomeado pelo governo federal. E que não conhece a realidade e nem os problemas das comunidades indígenas da região. “Gostaríamos que ocupasse a coordenadoria regional uma pessoa que já conhecesse as aldeias indígenas da região, para dar continuidade aos trabalhos.

Outra reivindicação é sobre a demarcação das terras. “Soubemos que a presidência da Funai pretende retirar o trabalho dos funcionários da Funai de terras indígenas ainda não demarcadas ou em processo de demarcação”, esclareceu.

“Queremos dizer que estamos aqui e lutamos pela a demarcação das terras indígenas. A terra é a nossa mãe e é quem vai dar o sustento aos nossos filhos e netos”, completou Catarina.

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) fez a doação de um banner para a passeata. A arte foi realizada pelo web-designer Francesco Picciolo e as fotos foram cedidas por Marco da Ciclotur Ita.

Doações – Quem puder colaborar com as famílias indígenas podem fazer doações de qualquer tipo de alimento na sede da Funai, localizada na avenida Condessa de Vimieiros nº 700, no centro de Itanhaém.

 

Texto: Nayara Martins

Fotos: Nayara Martins, Roseli Fernandes e Ricardo Henrique da Silva

 

Indígenas protestam contra a saída do coordenador regional da Funai

Legenda – Indígenas da região ocupam a sede da Funai, em ato pacífico, contra a exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter

 

Cerca de 40 indígenas das comunidades da região ocuparam na última terça-feira, 26, a sede da Coordenação Regional da Funai, em Itanhaém, para protestar contra a exoneração do coordenador regional do Litoral Sudeste da Funai, Cristiano Vieira Gonçalves Hutter. Segundo informações da Funai, a exoneração foi publicada na segunda-feira, 25, no Diário Oficial da União.

As comunidades indígenas da região estão em uma manifestação pacífica e reivindicam a revogação da exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter, além da participação na gestão do órgão, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na qual o Brasil é signatário.

O cacique Awa Tenondeguá dos Santos, da aldeia Tapirema, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe, afirma que eles ficaram surpresos com a exoneração de Hutter. Segundo ele, já foi enviado uma carta de repúdio à decisão da Funai ao Ministério Público de Santos e à presidência do órgão, em Brasília.

“Estamos representando as comunidades indígenas da região e queremos chegar a um acordo sobre essa situação”. Segundo o cacique, a pessoa indicada como novo coordenador, o militar reformado Roberto Cortez de Souza, não tem o conhecimento e nem o histórico necessários para estar à frente do trabalho junto às comunidades.

Tenondeguá explicou ainda que já fez contato com a presidência da Funai em Brasília. “Eles alegaram que é uma decisão comum para a troca de coordenação e não precisam consultar as lideranças indígenas. Mas a presidência da Funai está agindo de forma contrária a convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê uma consulta prévia junto as comunidades indígenas”, frisou.

Cristiano Hutter, que já trabalha junto às comunidades indígenas na região há cerca de 20 anos, conhece bem a realidade e os problemas dos povos indígenas na Baixada Santista, no litoral Sul e Vale do Ribeira.

Outro líder que também lamentou a saída do coordenador regional é o cacique Werá Danilo, da aldeia guarani Itaóca, de Mongaguá. “Soubemos da decisão na segunda-feira e foi uma surpresa. Essa foi uma medida tomada pelo presidente da Funai de forma autoritária”.

Um das preocupações é em relação aos processos paralisados sobre as demarcações das terras indígenas, segundo o cacique Werá Danilo. Entre as aldeias ameaçadas na região, segundo ele, está a aldeia Tekoa Mirim, em Praia Grande, que corre o risco de perder suas terras devido aos grandes empreendimentos.

Outra preocupação é o projeto Vale do Futuro, lançado pelo Governo do Estado, no Vale do Ribeira, e que deve afetar as terras indígenas.

 Catarina Delfina dos Santos, líder da aldeia Tapirema, na Piaçaguera, também afirmou que todos ficaram preocupados com essa decisão. “Defendemos a volta de Cristiano Hutter à Coordenação Regional da Funai, para que ele possa dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos em defesa das comunidades indígenas. Vamos permanecer aqui até chegarmos a uma solução”.

Outras lideranças da região, do Litoral Norte e do Vale do Ribeira também devem participar da manifestação na sede da Coordenação Regional Litoral Sudeste da Funai em Itanhaém.

Doações – Interessados em colaborar com os indígenas, na sede da Funai, em Itanhaém, podem fazer as suas contribuições. Para doar roupas, alimentos, colchonetes ou produtos de higiene pessoal podem ir na sede da Coordenação Regional da Funai, em Itanhaém, na avenida Condessa de Vimieiros nº 700, centro, ou na Estação Cidadania, na avenida Ana Costa, 340, em Santos. Ou quem quiser contribuir com dinheiro pode depositar qualquer quantia na agência do Banco do Brasil 4655-8, conta corrente 14.112-7.

Texto e fotos – Nayara Martins         

 

SACI elege nova diretoria para o biênio 2019/2021

 

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (SACI) participaram da Assembleia Geral Extraordinária para eleger a nova diretoria para o biênio 2019/2021. Na reunião, realizada no último dia 10 de junho, foram reeleitos alguns membros da diretoria e novos representantes do Conselho Fiscal da entidade.

O presidente Ricardo Henrique da Silva foi reeleito e a nova diretoria subsequentemente nomeou os novos secretários. Ele afirmou que a entidade está crescendo e que o objetivo é trabalhar cada vez mais para colaborar com a melhoria de vida da comunidade indígena na região.

A entidade é uma organização não governamental e sem fins lucrativos, mas pode promover eventos e receber doações de colaboradores e outras entidades, visando atender aos interesses indígenas.

Ricardo fez um balanço das principais atividades da Saci: a doação de recursos feita por uma colaboradora estrangeira para a cobertura da Casa de Reza da aldeia Piaçaguera; a doação de outra colaboradora de várias ferramentas para confeccionar objetos de madeira; doações de roupas e de linhas feitas por entidades e colaboradores às aldeias da Terra Indígena Piaçaguera e do Rio Branco; além das diversas reuniões com representantes da Funai em Itanhaém.

A Saci ainda deu o apoio à uma reivindicação dos indígenas para a demarcação de terras, na sede da Funai, com a doação de cobertores e de alimentos, em outubro de 2017.

Outra ação de apoio da entidade foi a doação de faixas e a participação na manifestação dos indígenas contra o fim da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no final de março deste ano.

Parcerias – Integrantes da Saci também receberam novas doações de roupas que foram doadas pela Instituição Assistencial Dias da Cruz, de Campinas.

No último dia 3 de outubro, uma nova reunião foi realizada entre a Saci e o Rotary Clube Benedito Calixto. Na ocasião foi realizada uma importante parceria entre a Saci e o Rotary Clube que fará uma doação de parte da arrecadação de alimentos, que será feita no Dia da Solidariedade, em dezembro próximo, e que será destinada à SACI.

Doações de roupas e de alimentos foram feitas à aldeia indígena Tangará, no Jardim Coronel, em Itanhaém, no último dia 13 deste mês.

 

Nova diretoria da Saci:

Ricardo Henrique da Silva – presidente

Marcio Artur Muniz Martins Zwarg – vice-presidente

Flávio Antonio Santis Camunha – 1º secretário

Francesco Antonio Picciolo – 2º secretário

Roseli Sousa Fernandes da Silva – 1ª tesoureira

Jacqueline Fernandes da Silva – 2ª tesoureira

Conselho Fiscal

Mateus Macedo Nunes, Marcus Vinícius Ferreira e Edilene Mercatelli

Secretarias

Nayara Martins – Comunicação

Katia Doenz – Relações Institucionais

Joana Maria Merlin-Scholtes – Relações Internacionais

Edna Aparecida Muniz Martins Zwarg – Assuntos Jurídicos

Eloísa – (a confirmar)Elaboração de Projetos

 

Texto – Nayara Martins

Fotos – Mateus Macedo Nunes

Cerimônia do Fogo Sagrado acontece na aldeia Tabaçu em Peruíbe Este ano, na quarta edição da tradicional festa, estão previstas várias atrações

Público prestigia o artesanato durante a cerimônia do Fogo Sagrado

 

Transmitir e gerar novas energias para a comunidade da aldeia indígena Tabaçu Reko Ypy, em Peruíbe. Este é o objetivo da tradicional Cerimônia do Fogo Sagrado “Tataruçu Katu” (em tupi-guarani). A festa, que já acontece em sua quarta edição, será realizada nos próximos dias 3 e 4 de agosto, durante todo o dia.

No sábado, dia 3, acontece o café da manhã e a abertura da cerimônia, a partir das 10 horas. Os morubixabas da aldeia Tabaçu se apresentarão e vão falar sobre a cerimônia, e em seguida, os morubixabas de outras aldeias se apresentarão. No total 12 comunidades das aldeias da Terra Indígena Piaçaguera e região vão participar da cerimônia.

Durante a cerimônia haverá um breve histórico sobre o modo de vida da aldeia Tabaçu, com a líder da aldeia Itamirim. E também a presença da cantora Itadju com a música Ao Planeta, e ainda um vídeo “Baniwa” e uma mensagem Tributo à Terra com o vídeo “Demarcação Já”. Itamirim falará ainda sobre o tema “A união faz a força”, acompanhada pela cantora Kunhã Rataendy.

Fogo Sagrado

A partir das 14 horas, haverá a cerimônia no “Okaruçu” (grande oca) e o acendimento do “Tata Ruçu Katu” (Fogo sagrado). Já a partir das 15 horas, será a abertura dos jogos indígenas. Estão previstos os shows com as bandas Ruynas e Origem & Itamirim.

Durante a festa, o público poderá conferir a exposição de artesanato tradicional (colares, brincos, filtro dos sonhos) e contemporâneo, camisetas, chaveiros, e ainda, comidas e bebidas típicas, como bolos, tortas, porções de milho, espetinhos de frutas, sucos naturais, entre outros.

Haverá também a exposição de plantas medicinais e ornamentais, além de rifas e sorteios para arrecadar fundos à reforma da “Okaruçu” (grande oca protetora do fogo sagrado). E ainda a exposição de fotos da aldeia Tabaçu, registradas por Regiane C.M.

Domingo

Já no domingo, dia 4, a programação começa a partir das 8 horas, com o café da manhã e com a apresentação dos grupos de aldeias convidadas e dos vídeos da cerimônia do fogo sagrado e da aldeia Tabaçu. Na parte da manhã também haverá a continuação dos jogos indígenas.

Na parte da tarde, estão previstos a apresentação de vídeos da aldeia Tabaçu, o desfile de beleza indígena e prosseguem os jogos indígenas.

Para o encerramento da festa será realizada a Roda do “Eiauê” com a participação de todos os presentes.

Serviço: A aldeia Tabaçu Reko Ypy está localizada na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, Km 338,5, no lado morro, em Peruíbe. A entrada para a aldeia fica em frente a placa “Limite de município”, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe. A entrada é aberta ao público.

Pajé Guaíra também participa do evento com a exposição do artesanato na aldeia Tabaçu

 

Itamirim, líder da aldeia, agradeceu ao público na abertura da cerimônia no ano passado

Agradecimento

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci), de Itanhaém, agradece a Instituição Assistencial Dias da Cruz, de Campinas, pela colaboração e doação de 625 peças de roupas à comunidade indígena da aldeia Nhamandu-mirim, na Terra Indígena Piaçaguera, localizada em Peruíbe, realizada no dia 15 de junho de 2019.

A entidade agradece ainda, em especial, à Presidente-Diretora Executiva: Valéria Abrahão Bellarinho, à funcionária administrativa Marcia Muniz e a todos os voluntários da Instituição que também colaboraram para que a doação fosse realizada, notadamente à Vice-Presidente e responsável pelo bazar: Ângela M. Vilar Pirino e à Dona Anésia – responsável pela oficina de costura.

A Saci se coloca à disposição para novos contatos com a Instituição Assistencial Dias da Cruz e já a considera parceira nessa cruzada assistencialista.

 

Sem mais.

Atenciosamente.

 

 

Itanhaém, 21 de junho de 2019.

Marcio Zwarg

Presidente da Saci

Integrantes da Saci fazem doação de roupas à aldeia Nhamandu-mirim Mais de 500 peças de roupas foram doadas às famílias da aldeia

Integrantes da Saci faz doação de mais de 500 peças de roupas às famílias indígenas

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) fizeram uma doação de roupas à comunidade indígena Nhamandu-mirim, no último sábado, 15 de junho, na Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe.

Foram doados 433 peças de roupas de crianças e mais 138 de adultos, doados pela Instituição Assistencial Dias da Cruz, de Campinas, sendo que algumas peças também foram doadas por integrantes da Saci.

A líder da aldeia e professora Lenira de Oliveira recebeu os integrantes e agradeceu a doação de roupas. Ela também é vice-diretora da escola estadual indígena Nhamandu-mirim. A escola conta hoje com 25 alunos, matriculados do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e quatro professores bilíngues.

Na unidade escolar estão sendo construídas duas salas de aula. A mão de obra está sendo financiada pelo Governo do Estado e o material para a construção foi recebido por doação.

Lenira explica que as principais prioridades da aldeia são a manutenção da estrada, a instalação da rede de saneamento básico e a distribuição de água da Sabesp, já que a pressão da água é muito pouca para abastecer todas as famílias.

A líder contou ainda que os indígenas não podem mais comercializar o palmito e nem as bromélias. “Precisamos do apoio da Funai para poder cultivar e comercializar alguns alimentos. Apesar de a terra não ser boa para o plantio, conseguimos cultivar o palmito açaí e o juçara, além da batata doce, mandioca e banana”, salientou. Segundo ela, eles também estão dando início à criação de tilápias na lagoa da aldeia.

Museu indígena – Atualmente, a aldeia Nhamandu-mirim foi contemplada com o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II, uma ação do Governo do Estado e executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Coordenadoria de Assistência Integral (CATI), e a Secretaria de Meio Ambiente. Os recursos são provenientes do Governo do Estado de São Paulo e de um acordo do empréstimo com o Banco Mundial, além de uma contrapartida com as prefeituras.

O objetivo é ampliar o acesso ao mercado aos agricultores familiares organizados em associação e cooperativas no Estado, bem como as organizações de produtores de comunidades tradicionais como quilombolas e indígenas.

O projeto prevê a construção de uma oca maior para abrigar um museu indígena e mais quatro ocas que serão utilizadas para expor e comercializar o artesanato. O prazo para a conclusão das obras é de 90 dias.

O vice-presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, explicou que a Saci pode ajudar com o projeto de entalhe em madeira e tem as ferramentas para a confecção de objetos de artesanato indígena. Lenira elogiou a ideia e explicou que eles já trabalham com um projeto de reaproveitamento de roupas e outros materiais para confeccionar bolsas e artesanato. O objetivo é gerar renda às famílias indígenas.

Festa tradicional – Lenira lembrou ainda que vão realizar a Festa tradicional para comemorar os 11 anos de fundação da aldeia, no mês de agosto. Eles já pediram o apoio da prefeitura de Peruíbe para colaborar com a estrutura e a doação de alimentos para a festa.

A aldeia Nhamandu-mirim conta hoje com 84 indígenas e 17 famílias. As famílias vivem com a venda de artesanato e a comercialização de alguns alimentos cultivados na própria aldeia. A líder espiritual na Casa de Reza da aldeia é a indígena Antonia. 

Líder da aldeia Lenira explica como vivem e os projetos voltados às famílias na aldeia Nhamandu-mirim

 

Texto e fotos – Nayara Martins

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