Saci se torna entidade de utilidade pública

 

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) se tornou uma entidade de utilidade pública. A entidade conquistou o título graças ao decreto legislativo nº 674, aprovado pela Câmara de Itanhaém, no último dia 14 de outubro.

O projeto de Decreto Legislativo nº 8 de 2020 foi apresentado pelo vereador Wilson Oliveira Santos (MDB).

O presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, afirma que a conquista desse reconhecimento da entidade como de utilidade pública foi de fundamental importância e deverá proporcionar diversos benefícios à causa indígena.

Um dos principais benefícios é que a Saci vai poder, num futuro próximo, firmar convênios com os poderes públicos estadual e federal para realizar projetos e atividades em prol das Comunidades Indígenas da região.

Além de ser um fator colaborador para a obtenção do título de OSCIP – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público junto ao Ministério da Justiça, instituído pela Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos.

 

 

Saci e Rotary doam material para construção de caixa d´água e poço artesiano na aldeia Porungawa Dju

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (SACI) e do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto entregaram, na última quarta-feira, 30 de setembro, a doação de materiais para a construção de uma caixa d´água e de um poço artesiano na aldeia indígena Awa Porungawa Djú, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe.

Foram entregues os seguintes materiais: 1 metro de pedra; 1 metro de areia; 2 sacos de cimento; 4 barras de cano; lixa, cola, registro e conecções.

Conforme o presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, o material é de extrema necessidade, em virtude da situação de falta de água potável pela qual passa a comunidade indígena.

Todo o material foi adquirido por meio de arrecadação da SACI com a doação de R$ 400,00, do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto com R$ 100,00 e da Empresa de Terraplanagem Engemark de Itanhaém com R$ 100,00.

O cacique Arildo dos Santos agradeceu mais uma vez à SACI e ao Rotary, pela ajuda nesse momento de necessidade. Afirmou que pretende iniciar os trabalhos para construir o poço artesiano e a caixa d´água o mais rápido possível.

Também foi entregue ao pajé Guaíra, o líder espiritual da aldeia, um cachimbo de madeira, com entalhe feito a mão de um cocar e um indígena. O trabalho artesanal do entalhe em madeira foi feito pelo presidente da SACI, Ricardo Henrique da Silva.

O pajé Guaíra ficou muito feliz ao receber o cachimbo com o entalhe e agradeceu pelo presente. Ele garantiu ainda que o cachimbo vai ser de uso exclusivo dele.

“Esse objeto representa o início de um projeto com oficinas de entalhe em madeira que será oferecido aos indígenas, a ser implantando, em breve, na comunidade indígena Porungawa”, explicou o presidente da Saci.

Integrantes do Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto também estiveram presentes e doaram várias caixas de bolachas, para ajudar com a alimentação dos indígenas, nessa época de pandemia da covid-19.

Atualmente vivem na aldeia Porungawa 18 famílias, sendo 22 adultos, três idosos e 20 crianças, num total de cerca de 50 pessoas.

Texto: Nayara Martins

Fotos: Roseli Fernandes

Saci e Rotary Clube de Itanhaém entregam alimentos na aldeia Porungawa Dju


A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) e o Rotary Clube Itanhaém Benedito Calixto realizaram mais uma entrega de doações na última quarta-feira (26), na aldeia Awa Porungawa Dju, na Terra Indígena Piaçaguera, localizada na divisa entre Itanhaém e Peruíbe. Desta vez foram doados 700 quilos de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal à comunidade indígena.

O cacique Arildo dos Santos agradeceu a todos e destacou a importância da doação nesse período de dificuldades financeiras, devido à pandemia da Covid-19.

Um grupo de jovens e mulheres da aldeia tocou e cantou canções em tupi guarani, para agradecer as doações. O pajé Guaíra, líder espiritual da aldeia, também acompanhou a apresentação.

O presidente da Saci, Ricardo Henrique da Silva, afirmou que é fundamental a colaboração de todos para as famílias indígenas, principalmente nesta época de pandemia. Ele lembrou ainda que uma das prioridades da aldeia é a instalação de uma caixa d´água para fornecer água potável, e é importante a ajuda de colaboradores e amigos.

A presidente do Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto, Katia Doenz, afirma que foram doados 700 quilos de alimentos, além de produtos de limpeza e de higiene, arrecadados por meio de parceria com uma rede de hipermercado no município.

A entidade já doou mais de dez toneladas de alimentos na pandemia às famílias de baixa renda e aos indígenas da região. “Essa oportunidade de ajudar a aldeia é espetacular, pois os indígenas são os primeiros habitantes do País. Temos muito a aprender com eles, como o respeito à terra e ao meio ambiente”.

Também foram doados dois filtros de cerâmica para a comunidade indígena, para que eles possam ter água potável. Os filtros foram captados pelo Rotary junto aos empresários do município.

Segundo Kátia, a campanha de arrecadação de alimentos do Rotary continua nesse período. Interessados em colaborar podem entrar em contato via e-mail katiadoenz@gmail.com

Sem água

O cacique Arildo afirma que a aldeia não conta com a água fornecida pela Sabesp. Eles utilizam a água que vem de outra fonte distante e a vazão é muito fraca.

“Para fazer a ligação com a rede da Sabesp, o valor do investimento é de R$ 30 mil e não temos condições de arcar com esse custo”, ressalta o cacique.

Conforme o projeto, a água deve sair por meio de um poço artesiano e será levada à caixa para abastecer as casas na aldeia. O custo para a obra está estimado em R$ 2 mil e a comunidade conta com a ajuda de colaboradores.

Vivência  

O cacique Arildo explica ainda que as famílias estão sem renda, já que eles não têm saído da aldeia para vender o artesanato devido à pandemia. Na aldeia Porungawa também não é possível cultivar hortaliças ou legumes, já que a terra não boa para o plantio.

 “Hoje não permitimos a visita de grupos de turistas como era antes, para participar dos cursos de fitoterapia, magia das plantas e ervas, além das vivências que atraem pessoas de outras cidades”.

Para o mês de setembro está prevista a retomada das atividades com o curso “Sobrevivência nas matas com técnicas indígenas”, durante dois dias. O objetivo é mostrar aos participantes como é a vida e os costumes dos indígenas na mata.

“Vamos adotar todas as precauções necessárias e receber até, no máximo, 12 pessoas, usando o medidor de temperatura, as máscaras e o álcool em gel”, esclarece o cacique Arildo.

Atualmente vivem na aldeia Porungawa 18 famílias, sendo 22 adultos, três idosos e 20 crianças, num total de cerca de 50 pessoas.

Acompanharam a entrega dos alimentos os integrantes da Saci Ricardo Henrique da Silva, Roseli Fernandes, Mateus Macedo Nunes, Joana Scholtes e Nayara Martins e do Rotary Club Itanhaém Ariadina Silva, Kátia Doenz (que também representou a Saci), Luciana Dara e Maria Ivankio.

 

 

Texto e fotos: Nayara Martins

Saci e Rotary entregam cestas básicas às comunidades indígenas em Mongaguá e Itanhaém

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) e o Rotary Club de Itanhaém “Benedito Calixto” realizaram a entrega de cestas básicas e de produtos de limpeza e de higiene, na última sexta-feira (19), nas comunidades indígenas Cerro Corá, na zona rural em Mongaguá; na aldeia Tangará, no bairro Parque Evelyn; e na Nhamandú Ouá, no bairro Jardim Anchieta, ambas localizadas em Itanhaém.

No total foram doadas às comunidades indígenas duas toneladas de alimentos e produtos de higiene e limpeza.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva explica que essa ação, realizada em parceria com o Rotary Club “Benedito Calixto”, tem o objetivo de amenizar o sofrimento das comunidades indígenas nessa época da pandemia da Covid-19.

“Nossa intenção é colaborar com os indígenas que estão passando por momentos difíceis nesse período, com a distribuição de cestas básicas, de produtos de higiene e de limpeza”, destacou o presidente.

A aldeia Cerro Corá, localizada a 10 quilômetros da porteira da Fazenda Rondônia, na zona rural de Mongaguá, conta com 21 famílias. Nessa comunidade foram doados ainda dois sacos de roupas para as famílias.

Já a aldeia Tangará, localizada no Parque Evelyn, em Itanhaém, possui 17 famílias. E na aldeia Nhamandú Ouá são nove famílias, no Jardim Anchieta. Trata-se de uma comunidade nova e de apenas três anos de existência, também localizada em Itanhaém.

As entregas foram acompanhadas por Ariadina Silva (presidente do Rotary), Kátia Doenz (vice-presidente do Rotary e da diretoria da Saci) e por Ricardo Henrique da Silva, Roseli Fernandes, e Mateus Macedo Nunes, da diretoria da Saci, além das colaboradoras Simone Leoneli e Maiara que também ajudaram nas entregas.

Essa já é a terceira vez que é feita a doação de alimentos e produtos de limpeza em parceria entre a Saci e o Rotary. Nos meses de abril e maio também foram doadas cestas básicas nas aldeias de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe.

 

Texto: Nayara Martins

Fotos: Kátia Doenz e Roseli Fernandes

Mais de 200 cestas básicas são entregues nas aldeias indígenas da região Frutas, alimentos e produtos de higiene foram entregues às famílias nas aldeias

Mais de 200 cestas básicas foram entregues às aldeias indígenas de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, nos dias 18 e 19 deste mês.

A ação foi resultado de uma parceria entre a Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci), o Rotary Club de Itanhaém Benedito Calixto, a Funai e o Itesp – Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo.

Para as aldeias em Itanhaém foram entregues 40 cestas básicas, em Mongaguá 44 cestas e em Peruíbe 134 cestas. No total foram entregues 218 cestas básicas nas três cidades.

O objetivo é atender as comunidades indígenas da região que estão com dificuldades e sem poder trabalhar e arrecadar recursos, tanto com a venda de artesanato e também com o turismo de base comunitária – com a visita de turistas e estudantes nas aldeias.

A representante do Rotary e da Saci, Kátia Doenz, explica que a entrega nas aldeias foi realizada durante o dia todo, das 8 às 22 horas, nos dois dias, 18 e 19.

“Entregamos para todas as aldeias indígenas dos municípios do litoral sul e de Praia Grande. Momentos como esse fazem tudo valer a pena”, destacou Kátia.

As lideranças das aldeias indígenas também agradeceram as doações das cestas básicas, com alimentos e frutas, além de produtos de higiene. As cestas vão contribuir para o sustento das famílias indígenas, especialmente nesse momento de pandemia.

Texto: Nayara Martins

Fotos: Kátia Doenz   

Rotary entrega doações à aldeia Rio Branco

O Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto arrecadou um total de 883 kg alimentos na Campanha de Solidariedade do Extra de Itanhaém (Centro). Parte desta arrecadação, entre alimentos e produtos de higiene pessoal e limpeza, foi doada nesta terça-feira (14), à comunidade indígena da aldeia Rio Branco, em Itanhaém.

Outro local beneficiado pela ação foi o Centro Pop do município, local que abriga pessoas em situação de rua, que também recebeu dezenas de sabonetes e pastas de dente, destinadas a higiene pessoal.

As doações foram realizadas graças ao compromisso do Rotary Clube Benedito Calixto, durante a campanha de arrecadação, realizada na última semana. A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) também apoiou a campanha.

Interessados em colaborar com a campanha podem fazer a sua doação na unidade do Extra Centro, localizado na avenida Rui Barbosa nº 763, no centro.

Texto – Nayara Martins

“Dia da Solidariedade” arrecada mais de 2 toneladas de alimentos para entidades de Itanhaém

Praticar a solidariedade e ajudar quem precisa. Este foi o objetivo do “Dia da Solidariedade”, campanha de arrecadação de alimentos realizada pelo Rotary Club Itanhaém Benedito Calixto, no último sábado, dia 7, que beneficiou seis entidades do município. Umas delas foi a Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci).

No total foram arrecadados 2.311 quilos de alimentos divididos entre as seis entidades, sendo 385 quilos destinados à Saci e aos indígenas.

A campanha, que aconteceu das 8 às 20h, no Extra Belas Artes, contou com diversas atrações, entre elas, a visita do Papai Noel, música ao vivo, sorteios de brindes e, ainda, a apresentação do canto e da dança dos indígenas de cinco aldeias que estão na sede da Funai, em Itanhaém.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva afirma “a doação de alimentos aos indígenas foi muito importante, especialmente neste período, em que eles estão em defesa dos direitos e na luta pela demarcação das terras indígenas, na Funai em Itanhaém”.

Após o término da campanha, por volta das 22 horas, foi feita a entrega de 385 quilos de alimentos aos indígenas, na sede da Funai. Participaram da entrega, o presidente da Saci Ricardo Henrique, Kátia Doenz, do Rotary e o gerente do Extra Belas Artes, Ney Santos.

Além da Saci, as demais entidades do município beneficiadas com a doção de alimentos foram o Fundo Social de Solidariedade, Grupo Vida Loty, Lar dos Franciscanos, Clínica da Alma e União Caiçara.

 

Texto – Nayara Martins

Fotos –  Nayara Martins, Roseli Fernandes e Kátia Doenz

Indígenas saem em passeata pela defesa dos direitos em Itanhaém

Indígenas acampados na sede da Funai, em Itanhaém, saíram em passeata na tarde desta quinta-feira, 5, em direção ao Centro. Com faixas “Retomada não é invasão! Demarcação já! Os povos indígenas exigem respeito aos seus direitos constitucionais” e “Existimos, resistimos e persistimos” eles deram o recado à população.

O objetivo é informar a população da cidade sobre a ocupação dos indígenas na sede da Funai contra a exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter. E também pela garantia do direito às demarcações das terras indígenas.

Hoje já são 280 indígenas que estão ocupando a sede da Funai, de toda a região da Baixada Santista e litoral sul, e do Vale do Ribeira.

A líder Catarina Delfina dos Santos, da aldeia Tapirema, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe, afirma que eles já estão há cerca de dez dias na Funai, mas ainda não tiveram uma resposta da presidência do orgão às reivindicações.

“Estamos reivindicando os nossos direitos e o governo não está respeitando as leis. A presidência da Funai exonerou o coordenador regional Cristiano Hutter, da Funai, sem ao menos nos comunicar”, salientou.

Segundo ela, eles foram informados que quem irá ocupar o lugar de Hutter será um militar, nomeado pelo governo federal. E que não conhece a realidade e nem os problemas das comunidades indígenas da região. “Gostaríamos que ocupasse a coordenadoria regional uma pessoa que já conhecesse as aldeias indígenas da região, para dar continuidade aos trabalhos.

Outra reivindicação é sobre a demarcação das terras. “Soubemos que a presidência da Funai pretende retirar o trabalho dos funcionários da Funai de terras indígenas ainda não demarcadas ou em processo de demarcação”, esclareceu.

“Queremos dizer que estamos aqui e lutamos pela a demarcação das terras indígenas. A terra é a nossa mãe e é quem vai dar o sustento aos nossos filhos e netos”, completou Catarina.

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) fez a doação de um banner para a passeata. A arte foi realizada pelo web-designer Francesco Picciolo e as fotos foram cedidas por Marco da Ciclotur Ita.

Doações – Quem puder colaborar com as famílias indígenas podem fazer doações de qualquer tipo de alimento na sede da Funai, localizada na avenida Condessa de Vimieiros nº 700, no centro de Itanhaém.

 

Texto: Nayara Martins

Fotos: Nayara Martins, Roseli Fernandes e Ricardo Henrique da Silva

 

Indígenas protestam contra a saída do coordenador regional da Funai

Legenda – Indígenas da região ocupam a sede da Funai, em ato pacífico, contra a exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter

 

Cerca de 40 indígenas das comunidades da região ocuparam na última terça-feira, 26, a sede da Coordenação Regional da Funai, em Itanhaém, para protestar contra a exoneração do coordenador regional do Litoral Sudeste da Funai, Cristiano Vieira Gonçalves Hutter. Segundo informações da Funai, a exoneração foi publicada na segunda-feira, 25, no Diário Oficial da União.

As comunidades indígenas da região estão em uma manifestação pacífica e reivindicam a revogação da exoneração do coordenador regional Cristiano Hutter, além da participação na gestão do órgão, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na qual o Brasil é signatário.

O cacique Awa Tenondeguá dos Santos, da aldeia Tapirema, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe, afirma que eles ficaram surpresos com a exoneração de Hutter. Segundo ele, já foi enviado uma carta de repúdio à decisão da Funai ao Ministério Público de Santos e à presidência do órgão, em Brasília.

“Estamos representando as comunidades indígenas da região e queremos chegar a um acordo sobre essa situação”. Segundo o cacique, a pessoa indicada como novo coordenador, o militar reformado Roberto Cortez de Souza, não tem o conhecimento e nem o histórico necessários para estar à frente do trabalho junto às comunidades.

Tenondeguá explicou ainda que já fez contato com a presidência da Funai em Brasília. “Eles alegaram que é uma decisão comum para a troca de coordenação e não precisam consultar as lideranças indígenas. Mas a presidência da Funai está agindo de forma contrária a convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê uma consulta prévia junto as comunidades indígenas”, frisou.

Cristiano Hutter, que já trabalha junto às comunidades indígenas na região há cerca de 20 anos, conhece bem a realidade e os problemas dos povos indígenas na Baixada Santista, no litoral Sul e Vale do Ribeira.

Outro líder que também lamentou a saída do coordenador regional é o cacique Werá Danilo, da aldeia guarani Itaóca, de Mongaguá. “Soubemos da decisão na segunda-feira e foi uma surpresa. Essa foi uma medida tomada pelo presidente da Funai de forma autoritária”.

Um das preocupações é em relação aos processos paralisados sobre as demarcações das terras indígenas, segundo o cacique Werá Danilo. Entre as aldeias ameaçadas na região, segundo ele, está a aldeia Tekoa Mirim, em Praia Grande, que corre o risco de perder suas terras devido aos grandes empreendimentos.

Outra preocupação é o projeto Vale do Futuro, lançado pelo Governo do Estado, no Vale do Ribeira, e que deve afetar as terras indígenas.

 Catarina Delfina dos Santos, líder da aldeia Tapirema, na Piaçaguera, também afirmou que todos ficaram preocupados com essa decisão. “Defendemos a volta de Cristiano Hutter à Coordenação Regional da Funai, para que ele possa dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos em defesa das comunidades indígenas. Vamos permanecer aqui até chegarmos a uma solução”.

Outras lideranças da região, do Litoral Norte e do Vale do Ribeira também devem participar da manifestação na sede da Coordenação Regional Litoral Sudeste da Funai em Itanhaém.

Doações – Interessados em colaborar com os indígenas, na sede da Funai, em Itanhaém, podem fazer as suas contribuições. Para doar roupas, alimentos, colchonetes ou produtos de higiene pessoal podem ir na sede da Coordenação Regional da Funai, em Itanhaém, na avenida Condessa de Vimieiros nº 700, centro, ou na Estação Cidadania, na avenida Ana Costa, 340, em Santos. Ou quem quiser contribuir com dinheiro pode depositar qualquer quantia na agência do Banco do Brasil 4655-8, conta corrente 14.112-7.

Texto e fotos – Nayara Martins         

 

Comunidade indígena Tangará recebe doações de entidades

No último domingo, dia 13, integrantes da SACI juntamente com Gisele Luiza Aguilar Bueno, que realiza um trabalho voluntário de arrecadação e doação de alimentos há quatro anos, denominado “Aniversário solidário da Gi”, realizaram a doação de roupas, alimentos, ramas de mandioca e batata-doce para o plantio, na aldeia indígena Tangará, localizada no bairro Parque Evelim, em Itanhaém. Houve ainda a doação de brinquedos e doces para as crianças da comunidade indígena.

Cerca de 20 ciclistas, integrantes da CicloturIta, também participaram do evento. Eles saíram do bairro do Baixio e foram até a aldeia Tangará, em Itanhaém, em um trajeto de aproximadamente 20 quilômetros (ida e volta).

Na aldeia, os integrantes foram muito bem recebidos pelo cacique João Batista de Castro e toda a comunidade indígena. No evento eles apreciaram a venda de artesanato, o canto realizado pelos jovens e a dança guarani na Casa de Reza, com a participação dos visitantes e dos indígenas. Todos ficaram impressionados com a educação e a receptividade da comunidade indígena.

Posteriormente, aconteceu a distribuição de lanches, refrigerantes e, em seguida, foram distribuídos os brinquedos para as crianças. Os alimentos arrecadados foram entregues na escola indígena para ser feita a distribuição junto à comunidade.

Na escola, as crianças indígenas estudam a língua guarani mbya e o português. Elas falam predominantemente o idioma guarani. Já o evento religioso de maior importância para a comunidade é a Cerimônia de Batismo com ervas, realizada à noite, na Casa de Reza, no mês de outubro.

A aldeia Tangará (nome de uma ave em guarani) é formada por 12 famílias, com aproximadamente 50 indígenas na etnia Guarani mbya e 25 crianças. A renda básica é proveniente da venda do artesanato e de orquídeas. Os indígenas da aldeia Tangará estão no local há 22 anos, vindos da aldeia do Rio Branco, de Itanhaém.

 

Texto: Ricardo Henrique da Silva – presidente Saci

Fotos: Roseli Fernandes da Silva e
Marco A. O. Brandão/CicloturIta

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