Saci se reúne com vice-prefeito para discutir espaço da CMTECE


Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) estiveram reunidos com o vice-prefeito Tiago Cervantes, que também é secretário municipal da Educação, Cultura e Esporte, no final da tarde desta quinta-feira, 5 de abril, para discutir sobre o uso do espaço da CMTECE.

O vice-prefeito e a secretária adjunta da Educação Lucy Chariff explicaram que o espaço está localizado em uma área que pertence à CMTECE. A intenção principal da Prefeitura é dar uma utilidade à área e realizar atividades de educação ambiental com os alunos da rede municipal. Porém, a prefeitura teria que utilizar recursos próprios e realizar uma parceria com entidades do município.

Uma das propostas da Saci e do Instituto Ernesto Zwarg (IEZ), segundo o vice-presidente Márcio Zwarg, seria estabelecer uma parceria público privada (PPP) entre as entidades e a Prefeitura de Itanhaém.

Um dos espaços já existentes é um Museu que seria utilizado para a exposição de vários tipos de artesanatos indígenas e também para a exploração de temas ambientais, como a vida marinha, os manguezais e outros.

Outra ideia da Saci, em parceria com o IEZ, seria criar uma trilha ecológica interpretativa, com as peças do artista plástico Alberto Farah. Na trilha seriam expostas peças sobre o folclore brasileiro, além da identificação da vegetação nativa, com visitas monitoradas de alunos da rede municipal que seriam acompanhados por professores e monitores ambientais.

Segundo Lucy, já existe um projeto concluído na secretaria da Educação para desenvolver a trilha ecológica no local.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva lembrou ainda que a entidade recebeu em doação várias ferramentas para desenvolver o projeto de entalhe em madeira com oficinas. Este projeto poderia ser desenvolvido em uma das duas salas que estão fechadas no local.

As duas entidades – Saci e IEZ se comprometem a preservar a mata integralmente no local. O objetivo é oferecer diversas opções de educação ambiental e atividades culturais às crianças da rede municipal e às das aldeias indígenas.

O espaço na CMTECE receberia o nome de Centro de Educação Ambiental Ernesto Zwarg, em homenagem ao ambientalista e professor.

O vice-prefeito Tiago Cervantes se comprometeu a apresentar a proposta da Saci e do IEZ em uma reunião, na próxima segunda-feira (9), com a comissão municipal da Educação para a utilização de espaços físicos. E também dar um retorno sobre uma possível parceria da Administração com as duas entidades.

Participaram da reunião, além do presidente Ricardo e do vice-presidente Marcio Zwarg, a tesoureira Roseli Fernandes, a colaboradora Edna Muniz, a secretária de Comunicação Nayara Martins, a representante do IEZ Maraty Zwarg e ainda o vereador Wilson Oliveira que intermediou a reunião.

Texto: Nayara Martins (Secretária de Comunicação)
Fotos: Roseli Fernandes (Tesoureira) 

Saci participa da doação de roupas às famílias na aldeia do Rio Branco

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) acompanharam a doação de aproximadamente mil peças de roupas usadas masculinas e femininas e, ainda, cerca de 120 pares de sapato também usados e de vários tamanhos às famílias da aldeia do Rio Branco, na última quinta-feira, dia 8 de fevereiro de 2018.

O presidente Ricardo Henrique e a tesoureira Roseli Souza representaram a entidade. O colaborador Acácio foi o responsável por parte da arrecadação das roupas e o meio de transporte para as doações. A Saci colaborou com parte das doações e com o combustível. Já a colaboradora Romilda Viegas Soares da Silva também doou boa parte das roupas às famílias indígenas.

Devido às fortes chuvas nos últimos dias, a estrada rural do Rio Branco estava em condições de difícil acesso, houveram algumas dificuldades durante o trajeto, mas o resultado foi bastante compensador. A comunidade indígena já estava avisada sobre a visita.

Conforme o presidente da SACI, Ricardo, o vice-cacique da aldeia Marcos agradeceu a doação das roupas à SACI e aos outros colaboradores.  Muitos indígenas ajudaram a descarregar as peças que foram deixadas no pátio da escola para que a comunidade escolhesse as de preferência de cada um.

Ricardo salientou ainda que, na oportunidade, ele explicou sobre o projeto de entalhe na madeira a ser desenvolvido pela SACI. Em breve, a entidade deverá voltar a visitar a aldeia para apresentar com mais detalhes o projeto aos indígenas na aldeia Rio Branco.

Aldeia do Rio Branco – A aldeia do Rio Branco, da etnia Guarani M´Bya, fica localizada na terra indígena do Rio Branco, em Itanhaém. Faz divisa com os municípios de São Vicente e de São Paulo.

A aldeia conta hoje com 13 famílias e aproximadamente 65 indígenas da etnia Guarani M´bya. Eles vivem em uma área de 2.856 hectares, onde contam com uma escola e posto de saúde. As principais atividades das famílias são a agricultura de subsistência, venda de artesanato indígena e as visitas monitoradas de turistas à aldeia.

Texto: Nayara Martins (Secretária de Comunicação)
Fotos: Roseli Fernandes (Tesoureira)

Integrantes da Saci discutem projetos na aldeia Piaçaguera

Foto de Roseli Fernandes

O presidente da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) Ricardo Henrique da Silva e a tesoureira Roseli Souza Fernandes da Silva visitaram a comunidade indígena na aldeia Piaçaguera, na última quarta-feira, 31 de janeiro. O objetivo foi apresentar e discutir algumas propostas de trabalho com o intuito de colaborar com a geração de renda junto às famílias indígenas.

Um das propostas, segundo o presidente da Saci, foi a dos alunos da escola da Piaçaguera fazerem os desenhos e a Saci imprimir algumas camisetas para comercialização. A professora Lilian gostou da ideia e sugeriu ainda que os desenhos poderiam ser feitos em telas e a própria comunidade imprimir nas camisetas.

Outra sugestão feita pela professora Lilian foi a de reproduzir um CD com músicas tradicionais das comunidades, o qual já se esgotaram as vendas.

Ricardo também apresentou o projeto do entalhe em madeira e as várias etapas do processo. Ele ainda deixou o modelo do projeto com a professora para que ela apresente aos alunos e demais professores. As professoras Lilian e Fabíola ficaram entusiasmadas com a ideia do artesanato em madeira a ser trabalhado com os indígenas.

Outra proposta feita pela professora Fabíola foi referente a outro projeto para elaborar um documentário sobre a história e tradição da comunidade indígena. A professora Lilian reiterou o pedido de doação de um retroprojetor à comunidade.

Todas as propostas serão apresentadas à diretoria da Saci, em breve, com o objetivo de analisar e verificar a possibilidade de execução.

Foto de Roseli Fernandes

 

Nayara Martins
Secretária de Comunicação

Empresário faz doação de linhas para famílias da aldeia Tabaçu – Objetivo é de colaborar com o artesanato feito pela comunidade

O empresário Fernando Massa, diretor industrial da empresa Linhas Resistente, de Arujá, fez uma doação de linhas de costura de diversos tipos e tamanhos às famílias da comunidade indígena na aldeia Tabaçu Reko Ypy, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe, no sábado, dia 27. Também foram doadas roupas e brinquedos pela professora de Educação Física Renata Bampa, arrecadados junto aos alunos do Sesc de Santos.

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) realizou a intermediação entre o empresário e a comunidade indígena e também acompanhou a entrega dos materiais doados.

O objetivo da doação, segundo o empresário, foi beneficiar as famílias indígenas para a confecção do artesanato, como o filtro dos sonhos, brincos e colares, cujos produtos são comercializados e os valores revertidos à comunidade indígena. Conforme Fernando Massa foram doadas cerca de 100 quilos de linhas de diversos tipos, tamanhos e cores.

Para o líder morubixaba Cleiton Eugênio Silvano que recebeu a doação, juntamente com a professora Itamirim, “as linhas serão bastante úteis e devem reforçar os trabalhos de artesanato feito pelas famílias indígenas”.

A professora Itamirim também agradeceu ao empresário. “O primeiro trabalho feito com o material será o filtro dos sonhos e iremos doar como um presente especial ao empresário Fernando Massa”, salientou a professora.

Aldeia Tabaçu

A aldeia Tabaçu Reko Ypy, fundada em 2012, conta com 13 famílias, sendo 47 adultos e 22 crianças. Localizada na Terra Indígena Piaçaguera, a comunidade vive do turismo, com as visitas monitoradas de turistas, e com a venda do artesanato feito pelos índios, na própria aldeia e também nas feiras.

A comunidade indígena conta com uma sala de aula vinculada à escola da Aldeia Piaçaguera. No total são 15 alunos matriculados e divididos entre a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II. Eles contam com três professores bilíngues – que ensinam a língua portuguesa e o Tupi-Guarani.

Nayara Martins
Secretária de Comunicação da Saci

Saci discute parceria de projetos ligados à causa indígena com a Funai

Membros da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) estiveram reunidos com funcionários da Coordenação Regional Litoral-Sudeste da Fundação Nacional do Índio (Funai), na quarta-feira, dia 1 de novembro. O objetivo foi conhecer e avaliar uma possível parceria em alguns projetos do órgão voltados à causa indígena nas aldeias do Litoral Sul.

O coordenador regional Cristiano Vieira Gonçalves Hutter esclareceu que já existem diversos projetos em fase de estudos e implantação nas áreas de educação, geração de renda, entre outros, a serem desenvolvidos pela Coordenação Regional da Funai. Segundo ele, alguns projetos ainda estão parados devido à falta de recursos.

Um dos projetos apresentado por Karina Midori Ono e Milena Andrea Curitiba Pilla, da Divisão Técnica da Coordenação Regional da Funai, trata-se da implantação de um Centro de Recepção aos Turistas, na aldeia Piaçaguera, que seria utilizado para a recepção dos turistas e a comercialização do artesanato.  Porém, o projeto ainda não foi implantado porque a Funai está aguardando a posição do Comitê de Microbacias Hidrográficas para firmar uma parceria e viabilizar os recursos para a estruturação final.

Outro projeto seria o de confecção de camisetas com os desenhos feitos pelos alunos indígenas. Segundo Karina, o projeto já foi discutido em conjunto com a professora Lílian, da aldeia Piaçaguera. “A ideia é produzir camisetas com os desenhos feitos pelos jovens da escola indígena. Assim poderemos trabalhar a parte pedagógica e também promover a geração de renda junto às famílias”, esclareceu.

O presidente da Saci Ricardo Henrique da Silva lembrou, ainda, a possibilidade de se realizar oficinas para confeccionar objetos de madeira com alguns equipamentos que foram doados à Saci. Ele sugeriu que as oficinas para confeccionar as camisetas poderiam acontecer em conjunto com as dos objetos em madeira, nas aldeias das Terras Indígenas Piaçaguera.

Outra questão abordada por Ricardo foi a necessidade de se realizar um trabalho preventivo com palestras destinadas aos jovens indígenas, nas aldeias, com o objetivo de orientá-los sobre os riscos das bebidas, das drogas e o combate à violência. Representantes da Funai esclareceram que já pediram um auxílio da Justiça, mas que o trabalho relacionado à essas questões ainda é embrionário.

 A secretária de Relações Institucionais da Saci Joana Scholtes também apresentou sugestões e afirmou que a entidade está disposta a colaborar com alguns projetos em parceria com a Funai.

Karina Midori se comprometeu a enviar cópias de tais projetos à Saci. A entidade irá apresenta-los à diretoria e verificar a possibilidade de conseguir doação de recursos para a execução dos trabalhos em conjunto com a Funai.

Lições de gramática – Outro projeto apresentado pela antropóloga Juracilda Veiga, da Coordenação e Assessoria Linguística da Funai, foi o das Oficinas Linguística de Gramática Guarani-Nhandewa, realizado na aldeia Nimuendajú, entre os anos de 2013 a 2015. A promoção foi em conjunto entre a Unicamp (Universidade de Campinas), a ONG Kamuri, a Funai e outros parceiros.

Trata-se do livro “Lições de Gramática Nhandewa-Guarani – volume I”, lançado em 2016, com o objetivo de resgatar e fortalecer a língua tupi-guarani. O trabalho visa auxiliar os professores em sala de aula e na interação do dia-a-dia com as comunidades indígenas.

Juracilda lembrou que foi lançado também o “Inypyru Narrativa sagrada da criação do mundo”, registrada pelo alemão Curt Unkel, sobre a origem da terra em que vivemos hoje, no começo do século passado, na Aldeia do Rio Batalha, onde ele viveu com os Apapokuva-Guarani entre 1905 e 1907.

Nascido na Alemanha, Curt Unkel veio para o Brasil aos 20 anos com o interesse de conviver com os povos indígenas. Em 1905, ele passou a acompanhar grupos de língua guarani no Estado de São Paulo e, em 1907, foi batizado na aldeia Araribá, recebendo o nome indígena de Nimuendajú que ele adotou como sobrenome ao se naturalizar brasileiro em 1922.

Conforme a antropóloga, tais livros já foram distribuídos nas aldeias da região, como Renascer (Ubatuba), Itaóca (Mongaguá), Paranapuã (São Vicente), Bananal (Peruíbe) e Terras Indígenas Piaçaguera (Peruíbe). Os livros também estão disponíveis para todas as aldeias da região.

Participaram ainda da reunião Marcos Cantuária, do Serviço de Promoção dos Direitos Sociais e Cidadania, Gilberto Bueno, do Serviço de Gestão Ambiental, ambos da Funai. E ainda Nayara Martins, secretária de Comunicação da Saci.

Nayara Martins
Secretária de Comunicação

Integrantes da Saci visitam Aldeia Tabaçu – O objetivo foi conhecer os costumes indígenas e colaborar

Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) fizeram uma visita técnica à Aldeia Tabaçu Reko Ypy, localizada na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe, no domingo, 29. O objetivo da visita, segundo o vice-presidente Marcio Zwarg, foi conhecer melhor os costumes e o modo de vida dos indígenas Tupi-Guarani da aldeia. E ainda apresentar a entidade que visa colaborar com as principais necessidades da comunidade indígena.

A aldeia Tabaçu Reko Ypy, fundada em 2012, conta com 12 famílias, sendo 47 adultos e 22 crianças. Localizada na Terra Indígena Piaçaguera, a comunidade vive do turismo, com as visitas monitoradas de turistas, e com a venda do artesanato feito pelos índios, na própria aldeia e também nas feiras.

A professora IItamirim, formada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) desde 2004, e a vice-cacique Dora Cunhamju receberam os integrantes da Saci para um bate-papo sobre o modo de vida dos indígenas.

Em relação à Educação, segundo Itamirim, a comunidade conta com uma sala de aula vinculada à escola da Aldeia Piaçaguera. No total são 15 alunos matriculados e divididos entre a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II. Eles contam com três professores bilíngues – que ensinam a língua portuguesa e o Tupi-Guarani.

A secretária de Relações Institucionais da Saci, Joana Scholtes, questionou sobre a situação dos alunos que concluem o Ensino Fundamental e desejam prosseguir no Ensino Médio. Itamirim explicou que para os alunos que quiserem concluir o Ensino Médio a escola mais próxima se localiza no bairro Gaivota, em Itanhaém. Entre as principais dificuldades dos alunos estão a falta de transporte para se deslocar, o preconceito nas escolas de ensino regular e a falta de professores capacitados para abrir uma sala voltada ao Ensino Médio na aldeia.

Quanto aos demais problemas, Itamirim citou a falta da palha guaricanga – principal matéria prima para cobrir as ocas e os espaços para vender o artesanato. “Temos que ir buscar em locais distantes próximos aos Morros, e está cada vez mais difícil encontrar a guaricanga”, esclareceu.

Indígenas da aldeia Tabaçu recebem o apoio da Cati – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, ligada ao Governo do Estado, que auxilia na técnica do plantio de mudas. Eles cultivam a mandioca, árvores frutíferas, o jenipapo e também estão fortalecendo o plantio do palmito juçara para garantir a própria subsistência.

Outra questão abordada se refere à falta de divulgação e de estrutura para receber os turistas e pesquisadores que visitam a aldeia. Conforme Itamirim, as prefeituras de Itanhaém e Peruíbe colaboraram com a estrutura em dois eventos. Mas a aldeia não têm acomodações para acolher os turistas que desejam dormir no local.

No mês de agosto, segundo a professora, foi realizada a II Festa Tataruçu Katu, que significa “fogo sagrado” em Tupi-Guarani, com a realização dos jogos indígenas e a venda de artesanato, durante três dias. Itamirim explicou que a arrecadação com a venda do artesanato é dividida entre a manutenção da aldeia e as famílias que vivem no local.

O vice-presidente Marcio Zwarg sugeriu a realização de uma oficina experimental entre os jovens para fabricar objetos de madeira e, posteriormente, comercializá-los. A Saci recebeu uma doação de alguns equipamentos para a confecção de objetos em madeira. Itamirim aprovou a ideia, e completou “podemos indicar alguns jovens que já trabalham com a caxeta para confeccionar alguns objetos de artesanato”.

Festa Indígena – Outra sugestão feita pelo colaborador Marcus Ferreira é a realização de uma Festa Indígena, uma celebração ao Dia do Índio, comemorado no dia 19 de de abril. O objetivo é divulgar a cultura indígena Tupi-Guarani, a exemplo do evento em Bertioga. A ideia é que a festa fosse realizada uma vez por ano e que a programação aconteça em conjunto entre as nove aldeias da Terra Indígena Piaçaguera. Também poderia haver um revezamento das atividades entre as aldeias, a cada final de semana.

Itamirim gostou da proposta sobre a realização da Festa em conjunto. “Temos que fortalecer e resgatar a cultura indígena. Seria uma forma de unir as aldeias e divulgar os costumes tradicionais, as danças, o artesanato e as práticas esportivas”, salientou.

Além de Marcio Zwarg, Joana Scholtes e Marcus Ferreira, participaram da visita Francesco Picciolo, Flávio Camunha, Nayara Martins da Saci. E ainda a colaboradora Maria Aparecida Ivankio.

Serviço: A Aldeia Tabaçu Reko Ypy se localiza na Terra Indígena Piaçaguera, na divisa entre os municípios de Itanhaém e Peruíbe. Interessados em conhecer a aldeia podem acessar a página no Facebook – https: \\www.facebook.com\aldeia.t.rekoypy .

Crianças Tupi-Guarani tecem filtros dos sonhos durante o bate-papo com membros da Saci

Integrantes da Saci participam de bate-papo e conhecem costumes indígenas na aldeia Tabaçu

Cozinha comunitária na aldeia conta com horta e coleta de lixo reciclável

15 alunos frequentam as aulas, divididos entre a educação infantil e o ensino fundamental

 

Diversos tipos de artesanatos e orquídeas são comercializados pelos indígenas na aldeia Tabaçu

 

Nayara Martins
Secretária de Comunicação        

Programa de inclusão do Milho Guarani nas escolas ganha prêmio estadual

Alimento foi inserido na merenda das escolas indígenas de Itanhaém, das aldeias Rio Branco e Tangará

Nesta segunda-feira (16), Itanhaém recebeu um importante reconhecimento estadual por conta de sua política pública de inclusão do Milho Guarani (Avaxi Ete’i) na merenda das escolas. A Cidade ficou em 1º lugar no Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição, do Governo do Estado, por meio do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEA). Logo atrás, vieram os municípios de Lins e Campinas. A cerimônia ocorreu na sede da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, em São Paulo.

O alimento foi inserido na merenda das escolas indígenas de Itanhaém – das aldeias Rio Branco e Tangará – por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os produtos adquiridos pela Prefeitura são de origem da própria tribo, por meio dos agricultores familiares Ribeiro da Silva (aldeia Rio Branco) e Leonardo da Silva (aldeia Aguapeú).

Além disso, os produtores têm o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF), uma ferramenta de visibilidade e valorização dos agricultores familiares, criada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O objetivo é de promover a sustentabilidade, a responsabilidade social e ambiental e valorizar a cultura local.

“É um trabalho em equipe que tem dado muito certo. Este reconhecimento por parte do Governo do Estado diz muito sobre a eficácia e a importância desta iniciativa. O Milho Guarani tem um grande valor histórico, cultural e é altamente recomendável para a alimentação das crianças”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eliseu Braga Chagas.

“Este reconhecimento é de suma importância para o Município, com um prêmio específico de segurança alimentar. Estamos muito felizes com o resultado. É uma iniciativa que envolve diversos setores, como o Departamento de Merenda, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), que também participa ativamente. A gente vem trabalhando desde 2013 neste projeto e agora conseguimos este belo resultado”, disse a gestora do Banco de Alimentos, Luciana Melo.

“É uma alegria, mais uma vez, ver Itanhaém com boas avaliações em âmbito estadual. Parabenizo a Cidade e toda a equipe, que conduziu os trabalhos com muita alegria e competência. Trata-se de uma iniciativa inovadora, uma referência para todo o Estado nessa área. É com muita justiça que vocês recebem este prêmio”, disse o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.

Fonte: Prefeitura Municipal de Itanhaém

Saci se reúne com representantes da Funai em Itanhaém

A Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) se reuniu na última segunda-feira, 16, com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), na sede da Coordenação Regional da Funai Litoral Sudeste. O objetivo foi apresentar oficialmente a entidade e solicitar a colaboração da Funai em alguns projetos desenvolvidos pela Saci.

O coordenador regional da Funai Cristiano Vieira Gonçalves Hutter explicou sobre como tem sido a atuação Funai em alguns projetos indígenas desenvolvidos na região do litoral sul e no Vale do Ribeira.

Em relação à ocupação dos índios das aldeias Renascer (Ubatuba) e Paranapuã (São Vicente), na sede da Coordenação Regional, no final de setembro, Cristiano esclareceu que a presidência da Funai em Brasília se comprometeu em realizar um estudo inicial para verificar a viabilidade da demarcação das terras indígenas em Ubatuba e em São Vicente, num prazo de 60 dias.

O presidente Ricardo Henrique da Silva e o vice-presidente da Saci, Marcio Zwarg, explicaram que a ideia para fundar a entidade surgiu com o objetivo de colaborar com as pequenas ações das aldeias indígenas da região. Eles lembraram as iniciativas para ajudar a preservar a cultura indígena feitas pelo ambientalista Ernesto Zwarg, na região do litoral sul e no Vale do Ribeira.

Atualmente, a Saci está envolvida em dois projetos. Um deles é o projeto de Recuperação da Casa de Reza na Aldeia Piaçaguera, em Peruíbe, onde houve a doação de uma colaboradora para a reforma do local e também a aquisição de ferramentas.

Outro projeto refere-se à doação de outra pessoa com equipamentos de marcenaria para realizar trabalhos em madeira. A sugestão da Saci é de montar uma oficina itinerante para que os índios possam confeccionar objetos de madeira e, posteriormente, comercializá-los.

Na opinião de Cristiano, a Aldeia Piaçaguera é um bom local para receber a oficina, e assim, para que os índios possam trabalhar e fabricar objetos de madeira. Outro local também é a Aldeia do Rio Branco, onde eles poderiam confeccionar objetos de artesanato.

O coordenador regional da Funai ressaltou ainda a importância de se conversar inicialmente com os jovens indígenas. O objetivo é avaliar o interesse de cada um e incentivá-los a ter uma fonte de geração de renda.

Fortalecer a educação – Outro projeto apresentado pela Saci foi o de fortalecer a educação indígena, com o reforço da educação bilíngue e a inclusão digital. O projeto seria realizado por meio de uma outra doação à entidade. A intenção é contratar professores para ministrar as aulas de informática às crianças indígenas.

Quanto à essa questão, Cristiano afirmou que, inicialmente, o ideal seria conversar com os caciques nas aldeias no sentido de avaliar os objetivos, a viabilidade e também junto à Secretaria de Educação do Estado. Uma nova reunião deverá ser marcada entre representantes da Funai e da Saci para discutir e estudar a ideia de realizar atividades extracurriculares de informática com as crianças indígenas.

Participaram da reunião na Funai, além do presidente e do vice-presidente da Saci, Roseli Souza Fernandes da Silva (1ª tesoureira), Joana Merlim-Sholtes (secretária de Relações Internacionais), Francesco Antonio Picciolo (2º secretário), Marcus Ferreira (colaborador) e Nayara Martins (secretária de Comunicação). E ainda o antropólogo Gilberto Bueno, chefe de serviço na Coordenação Regional da Funai.

Nayara Martins
Secretária de Comunicação Saci

Índios ocupam a sede da Funai em Itanhaém – Após muita discussão, indígenas chegaram a um acordo com a entidade

Índios de várias aldeias participaram da ocupação pela demarcação de terras, na sede da Funai, em Itanhaém

Mais de 100 índios, representantes de várias etnias do litoral de São Paulo, ocuparam a sede da Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai Litoral Sudeste, em Itanhaém, para reivindicar, de maneira pacífica, a demarcação de terras nas aldeias indígenas Renascer, de Ubatuba, no litoral Norte, e de Paranapuã, em São Vicente.

Eles chegaram à sede da Funai na noite de quinta-feira (28). Na tarde de sexta-feira (29), aconteceu uma reunião entre os representantes da Funai e uma comissão dos indígenas, e, após mais de cinco horas de discussão chegaram a um acordo. A Polícia Federal esteve no local para garantir a segurança.

Para o cacique Antonio da Silva Awa, da Aldeia Tupi-Guarani Renascer, de Ubatuba, o resultado da reunião foi positivo. “Após uma longa discussão chegamos a um acordo. Os representantes da Coordenadoria Regional da Funai fizeram contato com a Presidência da Funai, em Brasília. Eles garantiram que, no período de 30 dias, haverá um posicionamento da entidade sobre a reivindicação dos índios quanto à demarcação das terras indígenas”, esclareceu o cacique.

O cacique afirmou ainda que somente no Estado de São Paulo existem 74 aldeias indígenas que estão em busca pela demarcação das terras. “Temos que nos unir e apoiar todas as lutas dos povos indígenas para garantir o direito de ocupação de nossas áreas”, salientou.

Segundo o cacique, a aldeia Renascer, em Ubatuba, possui, hoje, 85 famílias que vivem do plantio de palmito pupunha, da mandioca e também da venda do artesanato. A aldeia, que possui uma área de 2.500 hectares, também conta com uma escola e um posto de saúde.

Na opinião do índio Cristiano Awa, também da aldeia Renascer, a ocupação teve o objetivo de reivindicar junto à Funai para que o Governo Federal assine uma portaria e regularize a demarcação das terras indígenas Renascer e Paranapuã. “As duas terras estão ameaçadas devido à ação de reintegração de posse e também pelo Governo do Estado, porque estão dentro de uma área de preservação, além de outras aldeias que se encontram na mesma situação no Estado de São Paulo”, completou Cristiano.

De acordo com a Coordenadoria Regional da Funai, em Itanhaém, a entidade procurou apenas colaborar com a intermediação entre os índios e a Presidência da Funai, em Brasília, que é a responsável em dar um posicionamento final aos índios.

Doações – Integrantes da Sociedade de Apoio à Causa Indígena (Saci) estiveram na sede da Funai, em Itanhaém, e colaboraram com a doação de cobertores, alimentos e frutas para garantir às famílias indígenas melhores condições de alojamento e de alimentação nesses dias.

A Saci e o cacique Antonio Awa, da Aldeia Renascer, agradeceram a colaboração de todos moradores e entidades de Itanhaém pelas doações feitas aos indígenas durante a ocupação nos dois dias na sede da Fundação.

Nayara Martins
Secretária de Comunicação SACI

Inauguração da Casa de Reza é adiada na Aldeia Piaçaguera

A cerimônia de inauguração da Casa de Reza foi adiada para o próximo dia 28 deste mês. A mudança de data, que estava marcada para este sábado, dia 7, ocorreu em virtude de uma viagem da cacique Catarina Delfina dos Santos, da Aldeia Piaçaguera, em Peruíbe.

O projeto na Aldeia Piaçaguera, concluído no mês de julho, consistia na reforma da casa de reza utilizada pelos índios do local. A Casa de Reza se encontrava revestida com material antigo e desgastado, e graças à uma doação recebida pelo Instituto Ernesto Zwarg (IEZ) foi possível adquirir os recursos necessários para a reforma.

O projeto inicial previa que o revestimento da Casa fosse feito com a palha de guaricanga, porém quando os índios da Aldeia Piaçaguera chegaram ao local de coleta, notaram que não havia mais folhas dessa planta no local, possivelmente foram colhidas por indígenas de outras aldeias. A alternativa foi a utilização do capim do brejo como palha de cobertura, que tem características semelhantes a guaricanga. O restante de projeto permaneceu conforme o planejado.

Nayara Martins
Secretária de Comunicação SACI

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